
Ana Buss é influenciadora e criadora de conteúdo de moda que vem ampliando sua presença a partir de um olhar atento ao comportamento, à imagem e às narrativas que atravessam o universo fashion. Vivendo em Alagoas, ela tem se destacado por expandir sua atuação para além do cenário local, marcando presença em eventos de moda de alcance nacional.
O RioFW 2026 reuniu marcas e criadores em uma programação que ultrapassa a lógica da passarela e se estabelece também como espaço de comunicação, posicionamento e construção de imagem. Nesse contexto, a presença de influenciadores passa a integrar o próprio sistema de leitura do evento.
Foi nesse cenário que a participação de Ana Buss ganha força ao longo dos quatro dias de programação. Mais do que uma sequência de looks, sua presença constrói uma leitura contínua de diferentes linguagens da moda brasileira, articulando presença física, registro digital e circulação em tempo real nas redes.
No primeiro dia, a escolha por Normando estabelece o ponto de partida dessa construção. A marca paraense trabalha uma moda que nasce da Amazônia, com forte pesquisa de materiais e construção de alfaiataria autoral. A proposta conecta território, origem e identidade como elementos centrais da sua linguagem estética.
O look apresentado reforça essa leitura ao equilibrar estrutura e sensibilidade em uma construção de silhueta precisa e conceitual. A alfaiataria aparece como base, enquanto pequenos deslocamentos formais reforçam a ideia de uma moda que parte do território, mas se projeta em um discurso contemporâneo mais amplo.
No segundo dia, a PIET desloca completamente essa narrativa para o universo urbano. A marca de Pedro Andrade trabalha o streetwear como linguagem cultural, conectando moda, comportamento, música e estética digital em uma mesma construção visual.
A escolha de Ana acompanha essa proposta ao explorar contrastes entre volumes amplos e referências mais estruturadas, criando uma leitura que transita entre o casual e o construído. O resultado reforça uma moda que dialoga diretamente com o ritmo das cidades e das redes.
Na sequência, a HISHA introduz uma mudança de ritmo dentro da narrativa da semana. A label aposta em uma moda de caráter mais experimental, explorando forma, textura e construção estética com forte aproximação da arte contemporânea.
Nesse momento, o styling assume uma abordagem mais sensorial, menos literal, valorizando volumes e materiais como elementos de construção de imagem. A leitura se torna mais subjetiva, ampliando o repertório visual da influenciadora dentro do conjunto apresentado no evento.
No último dia, a Misci encerra a sequência com uma leitura mais conceitual da moda brasileira contemporânea. A marca de Airon Martin trabalha identidade, cultura e narrativa como pilares centrais, construindo peças que transitam entre sofisticação e discurso autoral.
O resultado final articula elementos urbanos e sofisticados em uma mesma composição, consolidando a ideia de uma moda que não se prende a um único estilo, mas a uma construção de imagem contínua. Ao longo do RioFW 2026, Ana Buss transforma sua presença em uma narrativa visual estruturada, onde cada escolha se conecta a um discurso distinto dentro do cenário fashion.