
A moda ocupa um lugar estratégico quando é tratada como linguagem cultural e política pública. No Verão Massayó, Marina Candia usou seus looks para dar visibilidade a marcas autorais e artesanais, não como adorno, mas como afirmação de identidade, economia criativa e pertencimento ao município de Maceió.
Esse posicionamento se materializa na inauguração da Galeria de Artes MassaYó, espaço histórico revitalizado para abrigar arte, moda e cultura. Aberta ao público, a galeria recebe exposições, eventos e encontros criativos, fortalecendo a produção cultural local. A exposição Vestir MassaYó marcou a abertura do espaço, reunindo estilistas, costureiras e artesãos do projeto Vestir Maceió.
Como primeira-dama, a escolha de Marina por vestir marcas locais vai além da estética — é um gesto cultural e político, valorizando o município e ampliando a visibilidade de criadores antes à margem dos grandes palcos. Cada look do Verão Massayó conta uma história maior: das marcas, dos territórios e das pessoas que Marina escolheu levar consigo durante o festival.
Destaques das marcas no Verão Massayó:
Une artesanato nordestino e design contemporâneo. As peças são produzidas manualmente por mulheres, carregando histórias, identidade e feminilidade. O look em crochê evidencia a leveza e o cuidado de cada ponto, reafirmando o artesanato alagoano como moda autoral de luxo.



Criada por Antônio Castro, a marca valoriza o artesanato local e coloca artesãs no centro do processo criativo. No look do Verão Massayó, o ouricuri de Coruripe se transforma em textura e expressão cultural, reforçando a identidade alagoana.



Marciano Freitas reinventa o bordado filé de forma contemporânea, preservando tradição e transformando-a em movimento autoral. Cada detalhe expressa propósito, pertencimento e força do Nordeste



Peça criada especialmente para o evento com mais de 15 bordadeiras, reunindo seis tipos de bordados e celebrando rendas tradicionais de Alagoas, como filé, renascença e crochê, carregando história e memória.



O look traduz a leveza da brisa, o brilho do sol e a força das praias de Maceió, refletindo identidade local e alcance nacional, unindo moda, arte e território.



Alfaiataria sob medida com produção local. Marina encerrou o desfile ao lado da filha usando criações da marca, em uma cena que sintetiza afeto, herança e continuidade.



Entender esse movimento é compreender que a valorização dessas marcas não diz respeito apenas à moda, mas à forma como uma cidade escolhe olhar para seus criadores. Quando a primeira-dama de Maceió faz questão de vestir o que é produzido aqui, ela contribui para fortalecer a economia criativa, ampliar repertórios e afirmar que cultura não é acessório — é estrutura.