
João Victor chama atenção sem esforço. Não é sobre exagero, é sobre jeito. Ele chega, ocupa o espaço com naturalidade e cria conexão fácil com quem cruza seu caminho. Jovem, elegante e carismático, o modelo vem se destacando na cena local justamente por não tentar ser ninguém além de si — e isso faz toda a diferença.
“Quando penso na minha infância, lembro de um menino muito curioso e observador. Sempre fui ligado às pessoas, ao ambiente, às cores, aos gestos. Eu já gostava de me expressar, mesmo antes da moda entrar na minha vida, mas era algo mais sutil, mais de presença do que de fala”, contou João Victor.
A moda apareceu sem grandes promessas. Vieram as tentativas, os primeiros passos no mercado e também as frustrações. Nada aconteceu de forma imediata, mas cada experiência ajudou a construir repertório e a entender melhor esse universo que, aos poucos, começou a fazer sentido.
“Busquei oportunidades e nem sempre tive respostas positivas, mas cada tentativa trouxe aprendizado. Tudo começou como curiosidade, como admiração pela imagem e pelo visual, até eu perceber que aquilo podia ser mais do que aparência”, explicou o modelo.
A alegria e a facilidade de comunicação sempre estiveram ali. O olhar fashionista foi sendo construído com o tempo, a partir de referências, vivências e prática. Hoje, essas características caminham juntas e ajudam João Victor a circular com mais segurança dentro do mercado.

“Com o tempo, fui reconhecendo em mim características que podiam abrir caminhos profissionais. A alegria sempre fez parte de quem eu sou, e o olhar fashionista foi sendo construído aos poucos, a partir das vivências e referências que fui acumulando. Hoje, consigo acessar tudo isso de forma mais consciente”, disse.
A origem alagoana atravessa o jeito do modelo se vestir, se movimentar e se colocar diante da câmera. Há uma naturalidade que vem do lugar de onde ele veio — um misto de leveza e presença que aparece tanto nas escolhas de roupa quanto na forma como ocupa o espaço. Nada é calculado demais; é a vida real se transformando em estilo.
“Minha terra me dá uma força muito particular. Existe uma mistura de leveza, calor humano e resistência. Isso aparece no meu jeito de falar, de me movimentar e até de me vestir. Meu lugar me ensinou a valorizar minhas origens e a não tentar apagar quem eu sou para caber em outros espaços”, afirmou João Victor.
Dentro desse processo, a maquiagem surge como um desdobramento natural da moda. Não como acabamento final, mas como parte da construção da imagem. É ali que ele experimenta, provoca e amplia possibilidades, transformando o rosto em mais uma camada de linguagem.
“A maquiagem, pra mim, é tudo. É uma ferramenta de expressão e liberdade. Me permite experimentar, comunicar sentimentos e assumir diferentes versões de mim mesmo. Vai muito além da estética, tem identidade e coragem envolvidas”, contou.
João Victor representa uma nova geração que entende imagem como presença, não como performance. Entre moda, maquiagem e identidade, ele constrói seu espaço com naturalidade, sem pressa e sem exagero. Um new face que chegou chegando — não pelo barulho, mas pelo jeito de estar, experimentar e ocupar a cena com verdade.